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| Foto por: Tays Gomez (http://instagram.com/taysgomez) |
Quando você apareceu na minha vida, eu nada sabia. Nem de ti, nem da vida. Nós éramos crianças e brincávamos de ser professores num futuro. Brincávamos de casinha na mais pura inocência. Brincávamos de ser criança e essa brincadeira nos uniu.
Quando eu já te tinha na minha vida, ainda assim nada sabia. Sabia de ti, da tua importância. Mas da vida eu nada sabia! Quis que você ficasse e, da minha forma, te fiz ficar. Não mais tão crianças, continuávamos fazendo do mundo uma brincadeira. Fazíamos do tempo nosso esconderijo silenciado, mesmo que de nós nada soubéssemos explicar.
Quando passei a entender um pouco da vida, concluí que dela nada muito saberei. Nem dela, nem do suposto fim que dizem dela ter.
Quando você partiu do plano terreno, eu ainda nada sabia. Não sabia quando e como poderia te ver, até te ter em todos os meus sonhos. Você se manteve tão perto por muito tempo, mas teve de se afastar. E se afastou. Gradativamente. Não se sinta mal, eu aprendi aos poucos que isso era preciso. Queria te contar quantas coisas já aprendi e que, apesar de lecionar ser fantástico, eu quero continuar só a escrever. Queria te dizer que está tudo um pouco melhor. Ficaremos bem. Eu de nada sei ainda, mas sei que a tua passagem foi rápida por já ter feito o que tinha de fazer por aqui. Esse mundo nunca foi muito seu. Você precisava de mais, você queria ir além. Um plano maior a ti foi prometido e proposto. Você só cumpriu, só se foi. Minha saudade é infindável. Eu te amo infinitamente!
Luiza Abadia

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