Já havia caminhado a praia
inteira, o único barulho presente em todo percurso era do vento e mar. Lua
cheia num céu escuro a beira da praia, as ondas se quebravam rapidamente.
Estava tão distraída que não o vi chegar, apenas senti o toque dos seus lábios
no meu pescoço, me causando um louco arrepio interno, acompanhado de loucas
sensações. De imediato me assustei! Mas logo o vi. Eu gostava do seu sorriso,
do seu jeito, do seu abraço e seu beijo. Gostava de infinitas coisas nele! Ao
som das ondas se quebrando e do vento que teimava em bagunçar meu cabelo, o
olhei. Eu gosto de troca de olhares e sorrisos, apesar da timidez. Na verdade
tenho queda por sorrisos e olhos que sorriem. Sem resistir, o beijei, não de
uma forma delicada, mas sim de uma forma em que demonstrava meu desejo e toda a
minha vontade dele por completo. A melhor parte de tudo era que todo o desejo e
vontade não vinha só de mim.
Engraçado a forma como o destino une as pessoas,
realmente às vezes encontramos amores de uma forma meio louca. Nossa vida se
baseia em chegadas e despedidas, acertos e erros. Nossa vida se baseia
principalmente nos nossos atos, nas nossas loucuras. De que adianta viver num
mundo preto e branco onde a monotonia prevalece? Eu gosto de aventuras, de
cores e novos sabores.
Viver no meu mundo é se aventurar loucamente, se
arriscar perdidamente, se apaixonar diariamente. Viver no meu mundo é,
principalmente, sonhar eternamente.
Luiza Abadia