terça-feira, 17 de novembro de 2015

Se renda e venha.

Ouça durante a leitura:

Foto por: Tays Gomez (instagram.com/taysgomez)

     Decidi tentar te convencer a vir me ver, a ficar. Convencer de que não vale a pena passar toda tarde fria sozinho em casa. Eu tô aqui! Não quero saber como termina, quero só que comece. Está tudo bem, não tá? Espero que sim. Meu tumulto vem e vai diariamente agora, preciso de um foco para não me perder.
     Fica aqui, assim há melhora em mim. Não prefira o depois, eu prefiro o agora. Tenho muitos planos, preciso de alguém para dividi-los e me ajudar com o desencadear dessa história. Da minha história, ou nossa história. Do que construo, do que omito. Do que finjo e minto.
     O universo conspira a favor da nossa entrega. Se renda e venha. Todas as palavras ditas já foram guardadas em mim. Prometo conversar, te olhar, abraçar. Imagine quão bom seria você aqui! Prometo também te deixar livre. Preso e livre. Sabe como é? É como se você fosse meu, preso a mim. Porém, o caminho até aqui tem retorno, caso queira voltar. Você é livre em relação as suas decisões.
     Dessa forma, não tenha medo de se perder no meu olhar, você tem um caminho de volta e tem nas mãos a escolha de vir, ficar e ir. Aumente o desejo, diga que precisa de mim e do meu beijo. Me ouça, me leia, me tenha. E, se ainda assim você tiver dúvidas sobre vir ou não, se acalme. Estarei a te esperar. Só não demore, por favor! Quero ficar ao teu lado enquanto dá, enquanto eterno for.

Luiza Abadia

Uma outra metade, corpos distintos, uma só.

Foto por: Tays Gomez (instagram.com/taysgomez)

     Eu sinto como se você estivesse sido sempre minha, independente do que você foi, ou do que fomos. É como eu vi numa frase certa vez, nela dizia: "se existe esse negócio de vidas passadas, acho que fomos uma só, só isso explica eu querer tá perto assim".
     É, de fato, algo inexplicável! Uma tal ligação que não se compara a nada, nem a outro alguém. Somos uma só em corpos distintos e, por um acaso, viemos nessa vida como metades. Você pensa, eu sei. Você fala, eu falo. Você some e eu me calo. Porque se tem uma coisa que eu nunca vou me adaptar é com a sua ausência.

Luiza Abadia

sábado, 14 de novembro de 2015

Reciprocidade

Foto por: Tays Gomez (instagram.com/taysgomez)

     Numa noite dessas passo aí pra te roubar, te prender, acorrentar. Acorrentar seu corpo ao meu, prender você a mim, te roubar para que tudo isso aconteça de fato no fim. Mas que fim? Eu não quero fim, não quero despedidas, quero entradas sem saídas, para que eu me perca de mim e me ache em você, porque só eu sei o que a nossa conexão é capaz de fazer.
     Mas, sabe, não se preocupe não! Caso se desespere eu serei o seu chão. Serei como o vento faz parte do ar. E você, assim como eu, conhecerá todas as formas de amar.

Luiza Abadia

domingo, 30 de agosto de 2015

Ou dá certo, ou fim.

Foto por: Tays Gomez (instagram.com/taysgomez)

    Deixei tudo acumular, agora estou presa nesse tumulto. Você pode me dizer o que fazer? Porque eu já não sei ao certo. Quero paz, mas minha mente está em guerra. Quero calma, mas meu corpo parece um vulcão. Nada parece dar certo, nada parece ter conserto. Desejo parar o tempo pelo menos por um momento. Preciso resolver e abaixar a maré. Mas, o tempo corre, o tempo voa, o tempo não para. E a maré sobe, sobe e sobe. Inundando todas as ruas e avenidas. Inundando tudo que deixei para trás, levando tudo que deixei passar despercebidamente, interrompendo as construções que precisam ser
concluídas, me deixando sufocada a ponto de pensar no fim, sim. Ou dá certo, ou fim.

Luiza Abadia

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Me busca, me toma, me leia.

Foto por: Tays Gomez (instagram.com/taysgomez)
    É estranho pensar em nós. Nunca houve um nós para ser pensado até então. Até então. Era como uma forma de esquecer o que passou. Mas, como sempre, tudo deu errado. Talvez eu, talvez você. Eu queria, mas no fundo tive medo. Do que eu não sei, mas tive. Foi um querer inesperado, no tempo certo e errado. Me desculpa a confusão existente em mim, eu tenho casos que foram fixados na minha mente. Me desculpa o meu tumulto, eu às vezes tenho medo de tudo dar errado, como sempre dá. E deu. Mas, por via das dúvidas, eu continuo aqui, meu querer inesperado também. Se quiser me ler, me busca, me toma e leia. Desfruta então de cada vírgula, de cada ponto sem um final, de cada pouso sem vôo e de como tudo pode acontecer. Reconstruo-me em palavras, o coloco nos meus versos e então você me lê fazendo parte de mim.

Luiza Abadia

domingo, 14 de junho de 2015

Afastem de nós o vosso cálice.

 

  Olá, queridos leitores! Hoje, pela primeira vez, não publicarei um texto de minha autoria, pois gostei tanto desse que resolvi pedir a autora do mesmo para dividi-lo com vocês. Façam uma boa leitura! :)



Revolto-me contra censuras,
contra o insulto de quem diz mal
das minhas estampas, cores
e do comprimento dos meus vestidos.

Matam-me por minha sexualidade.
Ferem o meu direito a liberdade.

Eles dizem que os novos baianos
devem ser tão velhos quanto os antigos,
mas os Novos Baianos dos meus discos
eram malditos.

Hippies
Barulhentos
E rebeldes!
Gritavam e
Dançavam em liberdade.
ACABOU CHORARE!
ACABOU CHORARE!
CHORARAM
Fez Zum Zum e pronto.
Novos Baianos por um novo Brasil.

A juventude quer ser livre!

Não privem o nosso direito de Ser.
Não toquem tambores clamando por nosso silêncio.
Ouvimos seus gritos de "Calem-se"
Afastem de nós o vosso cálice.
Não joguem bombas em nossas janelas
a espera de uma bandeira branca.

Nossa bandeira é tão colorida
quanto o comercial da sua TV,
família tradicional brasileira

"Eu não crucifiquei você!"


Milica San

domingo, 31 de maio de 2015

Mais uma entrega, caso a vida nos dê uma outra oportunidade ao acaso.

Foto por: Tays Gomez (instagram.com/taysgomez)

 
 Ouça durante a leitura:

      Eu deveria ter sido suficiente, mas não sei se quem esteve errada fui eu. Acho que não houve erro. Você precisava arrumar as coisas, não havia meio termo. Eu tive de concordar, não se pode forçar um tudo quando só há nada. Sinto muito, mas não foi fácil assim. Eu precisava de você, daquele amor que parecia verdadeiro, mas nada voltava ao começo. Não havia meio termo, havia fim.
      Eu não me importei se eu estava de pijama e o mesmo era só um blusão velho, rasgado, que batia no meu joelho. Não me importei se meu cabelo estava num rabo de cavalo, ou num coque feito com ele mesmo só para não mantê-lo tão assanhado. Eu me entreguei porque decidi que seria você. Me entreguei porque, em meio a todo tumulto existente em mim, você era a calma, como a brisa de uma manhã ensolarada.
      Tudo se dissipou rapidamente, assim, rapidamente e aos poucos. Não estava disposta a esquecer tudo tão rápido, afinal, foi tudo intenso e coisas intensas são, na maioria das vezes, marcantes. Queria poder dizer que fiquei bem rapidamente, mas não, não fiquei. Você ficaria? Preciso desse seu manual. Foram dias de lembranças. Dias sem saber o que fazer, como fazer. Textos, fotografias, músicas. Um acúmulo de recordações. Mas o que fazer? Esperar. Como dizem por ai, com o tempo certo tudo se ajeita. Nada mais verdadeiro havia de ser dito nesse momento.
      Decidi, por fim, não mantê-lo dono de mim. Mantê-lo anexo, para adicioná-lo quando necessário. O que eu sinto é por você, mas os sentimentos são meus. Soa estranho, mas é assim. Tenho que aprender a ser minha antes de me doar. Todavia, pensei em mais uma entrega, caso a vida nos dê uma outra oportunidade ao acaso.
      Pensei no "se", que sempre esteve presente, diferentemente de você. Preciso confessar que, se essa oportunidade bater à nossa porta, não irei recusar. Eu tenho os meus planos, meus desejos e até palavras jogadas ao vento. Mas aprendi também que, vale muito mais arrepender de ter feito, a não tentar. Ou seja, se o acaso nos encontrar, que voltemos ao começo, que tudo fique bem. Se a vida nos der uma outra oportunidade ao acaso, não o negarei. Não quero e nem vou parar para pensar. Estes segundos serão silenciados, e essa será a minha última entrega.


"Give me reason, but don't give me choice
Cause I'll just make the same mistake again."


Luiza Abadia

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Mudaram as estações, nada mudou.

Foto por: Tays Gomez (instagram.com/taysgomez)
Ei, volta aqui!
Desde quando você se foi, a água não cai só no telhado.
Chove lá fora, chove em mim.

Ei, volta aqui!
Você esqueceu de realmente se levar.
Seu cheiro está impregnado pela casa, pelo quarto, pela cama.
Em cada canto uma lembrança se faz presente na minha memória,
Todos os detalhes, tudo o que ficou.

Mas, ei, volta aqui!
A estação mudou várias vezes, a chuva voltou.
Aí tá frio assim como aqui, eu sei.
Não me deixe ser fria por completa!
Ainda resta calor, ainda há amor.

Luiza Abadia

segunda-feira, 18 de maio de 2015

A falta do que se foi

Foto por: Tays Gomez (instagram.com/taysgomez)

Ouça durante a leitura:

    Eu precisava da sua presença e, na ausência dela, eu fiquei fora de mim. A saudade está presente ontem, hoje e com certeza estará amanhã. Por onde começar? Pelo começo, talvez. Porém, antes do começo determinou-se o fim. Eu te amo demais para pedir que fique, contudo, amo muito mais para deixá-lo ir. Confuso, não? Minha vida é assim, uma colcha de retalhos, feita dos seus restos que ainda estão em mim. Queria me afogar no seu mar, viajar no seu céu. Mas, ao invés disso, eu só me perdi. Fui pra longe e, nem longe, eu desisti de te ter novamente. Ainda sinto seu cheiro e seu toque. Ainda sinto você aqui. E mesmo que eu não queira, algo sempre me traz de volta a você. Ainda que permaneça distante, nada muda por aqui. Eu, longe ou perto, te amo na mesma proporção.

Luiza Abadia

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Desalinha-se


Foto por: Tays Gomez (instagram.com/taysgomez)

    Eu sei que você não é assim, sei mais ainda que, cá entre nós, você pode não, você é mais. Ainda não consegui decifrar tudo que se passa ai, nessa mente que mais parece um ninho, aconchegante, porém, bagunçado. Não prenda nesse ninho não, menina. Voe! Voe como um pássaro! Me mostre através dos teus olhos negros que nem tudo é o que parece ser. Mostre que, às vezes, o que há por fora não se compara ao que há por dentro. Mostre também que cada um a decifra da sua maneira, porém seu eu está ai guardado e alguém, um dia, poderá decifrá-lo.

Luiza Abadia

sábado, 18 de abril de 2015

Utopia

Foto por: Tays Gomez (instagram.com/taysgomez)
Ouça durante a leitura:


    Parece que conforme o tempo passava nós nos queríamos mais. Você me desconfigurava numa espécie de acerto. Eu só queria que o tempo parasse, que o tempo desse tempo a nós e que tudo continuasse assim.
    Seu rosto prendia e prende o meu olhar, eu só tenho vontade de não desviar o foco da sua face. Seu toque me dizia e diz muito mais que tantas outras palavras não ditas. Eu só queria me transportar para perto de você e não te soltar. Mantê-lo anexo, deslizando os dedos pelos fios do meu cabelo, pela minha nuca, pelo meu corpo. Te beijar e sentir toda essa sensação em meio a qualquer transtorno. Te abraçar e ver meu mundo girar aos poucos. A respiração ficaria acelerada, o coração descontrolado, o corpo em chamas e a mente um furacão. Você é feito droga, e eu estou perdidamente viciada. Eu quero te prender a mim, ficar junto a ti por todo o tempo que nos for imposto, por todo tempo que der, até onde der.
    Esperar. Não esperar. A culpa não é sua, nem minha. Seja lá o quão louvável seja... Que seja! Nada mais importa. Eu continuo aqui, todo meu sentimento também. 

Luiza Abadia

terça-feira, 7 de abril de 2015

Amor sereno

Foto por: Tays Gomez (instagram.com/taysgomez)
    Aquele olhar que me prende fez falta hoje. A sua ausência me deixou saudade até do não que ainda não aconteceu. Nostalgia do não ocorrido.
    Preciso agora do teu abraço, do teu amor sereno, uma viagem no ar, uma carona no vento. Algo que desvie do meu pensamento o meu acúmulo de pensamentos. Preciso do seu toque e dessa calmaria que só você traz.
    Vem, deita aqui. Fica por trinta segundos, uma noite, uma vida. Apague a luz e me mostre, daqui da cama, todo esse céu que a janela aberta pode transmitir. Quero ancorar meu corpo ao teu, receber seu calor, ouvir sua respiração até cairmos no sono e ter, pelo menos, a certeza momentânea de que o meu amor é cheio de reciprocidade, que nós dois juntos transbordamos amor.



"Tô com saudade de passear no teu céu."


 Luiza Abadia

domingo, 1 de março de 2015

Do jeito que tem que ser, sem pressa.

Foto por: Alan F. Júnior (instagram.com/alanjuunior)


Ouça durante a leitura:


    Ficamos a madrugada toda só conversando, só nos contando fatos sobre a nossa vida monótona e agitada ao mesmo tempo. Éramos felizes, mas tristes. Adorava quando ele sorria, sumia de mim a parte relacionada a tristeza. Sua companhia me agrada, me causando assim um caos perdê-lo novamente por coisas fúteis. Na verdade, me causa agonia e desespero pensar em perder novamente o que eu consegui, só com o fato de ser eu, por motivos supérfluos. Me encanta a forma como as coisas acontecem como devem acontecer. Me atrai a complexidade e simplicidade de tudo que nos envolve.
    Uma pena, mas preciso ir agora. O dia está amanhecendo e tô quase adormecendo com esse cafuné e todo esse carinho em meio a essa garoa no telhado. Vou aproveitar meu sono enquanto chove, vou aproveitar o frio enquanto há companhia, preciso aproveitar a vida enquanto tempo ainda há.

Luiza Abadia

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Exceção

Ouça durante a leitura:


Foto por: Tays Gomez (instagram.com/taysgomez)
   Queria ser aquela que te prendeu assim, aquela que fez você virar a cabeça. Seria como por um minuto tomar esse lugar que nunca será meu. Por um segundo sentir e transformar nossa calma em loucura. A estranheza desse momento único nos tomaria conta, a intensidade de tudo iria nos revestir, a cada toque tudo ia se acertar, a cada arrepio você iria sentir que as coisas podem ser mudadas, você iria entender que eu nunca fui, sou ou serei como ela, mas que, diferentemente dela, eu estou aqui. Veja, estaríamos entre quatro paredes, estaríamos a sós, você deslizaria tua mão pelas curvas do meu corpo e tudo ia acontecer sem planejamento, tudo ia acontecer como tem que acontecer. Nada por acaso, nada relacionado a destino. Para mim, tudo está escrito, nosso rumo está traçado desde o nosso nascimento. Nosso encontro não seria um mero acaso. Você ia prestar atenção nos detalhes, afinal, você ama reparar detalhes. Tudo meio bagunçado, assim como a nossa vida. Assim como os meus e os teus pensamentos. Desgrenhado assim como o meu cabelo. Por fim, ela sempre existirá, afinal, ela fez parte da sua vida. Contudo, você entenderia o porquê de nada ser por acaso. Apesar de tudo você chegaria a conclusão de que, apesar dela, eu sou sua exceção.

Luiza Abadia

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Dê amor, receba amor. Ame! O resto vem.



Ouça durante a leitura:

Os dias todos permanecem cinzas, parece que o sol entrou de férias e não irá voltar por tão cedo. Chuva, chuva e mais chuva. Frio, frio e mais frio. Há os que acham ruim, eu acho a melhor época do ano. De imediato lembro-me de uma amiga, ela gosta dessa época muito mais por "ter alguém para esquentá-la". Na sua concepção frio se resume em: "chuva, filme, amor, amar e mais nada". Na verdade muitas pessoas pensam assim, porém muita gente só tem "chuva, frio, filmes, cama, cobertor e mais nada". Sorte daqueles que têm um amor recíproco, tanta gente ama e não é correspondido, tanta gente "sofre por amor", e pior, tanta gente nem ama. Àqueles que não ama, desejo sorte. O que é uma vida sem amor?  Dê amor, receba amor. Construa seu vínculo amoroso com quem for. Que seja recíproco enquanto for. E se não for, que deixe de ser unilateral e venha mais amores. Mas, por favor, ame. Ame! O resto vem.

Luiza Abadia

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Subterfúgio

Foto por: Tays Gomez (instagram.com/taysgomez)

E quis correr sem rumo para que toda agonia fosse pra longe. Corri. Corri para o mar. Deixei que cada onda me acertasse conforme a sua intensidade. Deixei que o vento me indicasse aonde ir para que meu pensamento se desligasse da tua existência.


"Sei que faço isso pra esquecer, eu deixo a onda me acertar, e o vento vai levando tudo embora."
Legião Urbana


 Luiza Abadia

sábado, 10 de janeiro de 2015

Tudo aconteceu como um sonho...

Foto por: Tays Gomez (instagram.com/taysgomez)


     Já havia caminhado a praia inteira, o único barulho presente em todo percurso era do vento e mar. Lua cheia num céu escuro a beira da praia, as ondas se quebravam rapidamente. Estava tão distraída que não o vi chegar, apenas senti o toque dos seus lábios no meu pescoço, me causando um louco arrepio interno, acompanhado de loucas sensações. De imediato me assustei! Mas logo o vi. Eu gostava do seu sorriso, do seu jeito, do seu abraço e seu beijo. Gostava de infinitas coisas nele! Ao som das ondas se quebrando e do vento que teimava em bagunçar meu cabelo, o olhei. Eu gosto de troca de olhares e sorrisos, apesar da timidez. Na verdade tenho queda por sorrisos e olhos que sorriem. Sem resistir, o beijei, não de uma forma delicada, mas sim de uma forma em que demonstrava meu desejo e toda a minha vontade dele por completo. A melhor parte de tudo era que todo o desejo e vontade não vinha só de mim.
     Engraçado a forma como o destino une as pessoas, realmente às vezes encontramos amores de uma forma meio louca. Nossa vida se baseia em chegadas e despedidas, acertos e erros. Nossa vida se baseia principalmente nos nossos atos, nas nossas loucuras. De que adianta viver num mundo preto e branco onde a monotonia prevalece? Eu gosto de aventuras, de cores e novos sabores.
     Viver no meu mundo é se aventurar loucamente, se arriscar perdidamente, se apaixonar diariamente. Viver no meu mundo é, principalmente, sonhar eternamente.

Luiza Abadia