terça-feira, 15 de novembro de 2016

Sem limites. Sem mais.

Foto por: Sabrina Moreira (https://www.instagram.com/sssmoreira/)

Foto por: Sabrina Moreira (https://www.instagram.com/sssmoreira/)
    Um conjunto de argumentos são dados para inverter a realidade do principal culpado num estupro: o estuprador. Pouco me importa se a minha roupa está curta pra você, se a da moça da esquina está longa ou de um jeito qualquer. Se a culpa é da vítima, qual o argumento para a criança que é abusada em sua casa? E a menina que estava voltando sozinha, também para sua casa, depois de ir à igreja? Elas pediram? Elas provocaram? Não importa onde, não importa o que uma mulher estava usando... Não importa! A culpa toda é dessa cultura enraizada na sociedade juntamente com o patriarcalismo.
    Se você, homem, tem direito de voltar para casa a hora que quer, usando o que quer, por que eu, mulher, não? É preciso encarar que a mulher é igual ao homem em direitos e deveres, e isso está bem empregado no artigo 5° da Constituição Federal de 1988, não? Eu tenho o mesmo direito do meu irmão, do meu pai, do meu avô, do meu tio e de qualquer outro homem que eu nunca tenha visto antes. Temos que abolir a concepção patriarcal e pensar na sociedade com iguais direitos.
    Pouco me importa a submissão que você tenta me impor. Pouco me importa o seu Machismo. Se outrora não nos era nada permitido, hoje nós conseguimos fazer mais, muito mais! Meu primeiro nome é mulher, mas o meu segundo nome não mais se limita a ser recatada e do lar. Ser mulher não me limita, ser mulher não nos limita a nada... A mais nada!

"We can do it!"

Luiza Abadia