Deixei tudo acumular, agora estou presa nesse tumulto. Você pode me dizer o que fazer? Porque eu já não sei ao certo. Quero paz, mas minha mente está em guerra. Quero calma, mas meu corpo parece um vulcão. Nada parece dar certo, nada parece ter conserto. Desejo parar o tempo pelo menos por um momento. Preciso resolver e abaixar a maré. Mas, o tempo corre, o tempo voa, o tempo não para. E a maré sobe, sobe e sobe. Inundando todas as ruas e avenidas. Inundando tudo que deixei para trás, levando tudo que deixei passar despercebidamente, interrompendo as construções que precisam ser
concluídas, me deixando sufocada a ponto de pensar no fim, sim. Ou dá certo, ou fim.
Luiza Abadia
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